O que mais me assusta na comunicação

O que mais me assusta na comunicação

31 de outubro, Dia das Bruxas. Parei para pensar o que mais me assusta quando falamos em comunicação, e a “falta de estratégia” veio como um ‘raio’ menos que um segundo após meu pensamento.

É incrível este assunto ainda fazer parte do conteúdo de um blog voltado para questões de comunicação – Herbert Marshall McLuhan deve estar se revirando na tumba neste momento – mas a verdade é que, em pleno 31 de outubro de 2017, a estratégia não guia a comunicação dentro das empresas.

Se você perguntar para os responsáveis pela comunicação nas empresas para quem eles estão comunicando? Eles sabem responder. O que eles estão comunicando? Eles sabem responder. Com que propósito eles estão comunicando? Eles sabem responder. Com qual objetivo eles estão comunicando? ….

Não vou dizer que ninguém sabe responder, pois jamais irei generalizar. Mas posso sim afirmar que, no máximo, 5% num universo de 100 questionamentos.

O grande problema, segundo os comunicadores, é que é difícil fazer a gestão da comunicação de forma estratégica, se nem a própria empresa sabe aonde e por qual motivo chegar.

Pois bem, quantos destes comunicadores explanam para os dirigentes da empresa a dificuldade, ou melhor, a ineficiência de se fazer comunicação sem uma estratégia? Entrar diariamente ou semanalmente em uma reunião, anotar o que está sendo pedido, e sair correndo fazer a matéria ou conteúdo para não perder o prazo, não dará para o board da empresa a sensação que aquilo não funcionará de nada (e eles não têm mesmo que saber, afinal, fomos contratados para isso).

Se estamos num navio à deriva, e fomos chamados para colaborar com a gestão de clima da tripulação, temos que alertar o comandante de que não poderemos contar com a confiança da mesma, pois ela está ciente de quem ninguém sabe para aonde o navio vai. E na primeira hora que passar um navio com aparência de maior segurança, ela (tripulação) saltará ao encontro dele.

Vamos virar esse jogo de comunicação sem estratégia? Só depende de nós! Assim no próximo ano, no Dia das Bruxas, quem sabe não estarei me assustando apenas com a Zombie Walk 2018 😉