Comunicação que inspira: a força do lúdico-apreciativo nas organizações

Há quem diga que comunicação interna é sobre canais, murais, newsletters e intranets. Mas quando a conversa se aprofunda, percebemos que ela é, acima de tudo, sobre pessoas. É nesse ponto que o método F.A.L.A. – Facilitação de Aprendizagem Lúdico-Apreciativa se torna uma contribuição reflexiva e prática para ambientes corporativos mais humanos e colaborativos.

A trajetória de Giuliano Scussel mostra como a comunicação pode nascer da arte e se transformar em ferramenta de integração. Educador bilíngue, consultor e empreendedor, ele encontrou nas artes cênicas e nas experiências criativas uma forma de quebrar barreiras e aproximar equipes. O resultado de mais de duas décadas de experimentações é um método que une diálogo, valorização e inspiração — três dimensões que sustentam a proposta.

Comunicação além dos canais

Giuliano lembra que já participou de reuniões para decidir o layout de um quadro de avisos. Hoje, está em dinâmicas que alimentam chatbots corporativos. Os meios mudaram, mas os desafios permanecem: despertar pertencimento, promover engajamento e desenvolver empoderamento.

O que se observa é uma evolução da comunicação interna em três movimentos:
– Premiação e benefícios como moeda de troca pelo engajamento.
– Propósito compartilhado, alinhando discurso organizacional às demandas sociais e ambientais.
– Escuta e acolhimento, onde a comunicação se volta para o ecossistema interno, reconhecendo dinâmicas e conflitos.

É nesse último cenário que o F.A.L.A. encontra espaço para contribuir, criando ambientes mais saudáveis e inclusivos.

O poder do lúdico

As experiências propostas pelo método não dizem às pessoas o que fazer. Elas convidam à descoberta. Seja pintando uma peça de cerâmica ou desbravando uma trilha, o objetivo é tirar os profissionais do piloto automático e criar memórias afetivas que ancoram mensagens e aprendizados.

Giuliano explica que o “elemento surpresa” é essencial: ao deslocar equipes de sua zona de conforto, a comunicação ganha força e se torna mais memorável. É o que aconteceu em um team building que reuniu quatro equipes sob uma nova diretoria. A atividade com cerâmica permitiu que cada pessoa expressasse sua singularidade, criando conexões genuínas e fortalecendo o senso de pertencimento.

Comunicação que humaniza

O método F.A.L.A. se conecta com práticas já existentes de team building e programas de qualidade de vida, mas traz um diferencial: cada facilitação é desenhada a partir da cultura da própria organização. Isso garante que a comunicação interna não seja apenas transmissora de mensagens, mas promotora de diálogo e reconhecimento.

Para Giuliano, o maior desafio da comunicação corporativa hoje é simples de enunciar e complexo de realizar: escutar as pessoas. Escutar seus anseios, receios e potencialidades, para então produzir uma comunicação responsiva, capaz de alinhar discurso e prática em torno de um propósito compartilhado.

Tendências e futuro

Num mundo saturado de telas e estímulos, o futuro da comunicação corporativa passa por criar experiências de interatividade real. O lúdico e as artes oferecem justamente essa possibilidade: trazer presença, consciência e conexão genuína.

Mais do que transmitir informações, a comunicação corporativa precisa lembrar as pessoas do potencial que carregam. E, como Giuliano resume, inovar na forma de engajar equipes pode começar com um gesto simples: convidar todos a pensar e criar juntos.

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