Comunicação corporativa: métricas que revelam o valor estratégico

Na aula de Comunicação Interna ministrada na pós-graduação da Universidade Positivo pela gestora da SempreMais Comunicação, Patrícia Giannini, a convidada especialista em gestão de dados e fundadora da Indicafix, Suzel Figueiredo, trouxe uma reflexão que vai além do óbvio: a comunicação só se torna estratégica quando é medida.

Suzel provocou os alunos ao afirmar que qualquer aspecto pode ser transformado em dado — reputação, engajamento, identidade, até mesmo segurança psicológica. Mas o ponto não é apenas medir por medir. É entender que os números contam histórias e revelam se a comunicação está de fato contribuindo para os objetivos do negócio.

“Não existe gente que não entende, existe assunto mal explicado”, destacou Suzel, lembrando que métricas ajudam a identificar onde a mensagem falhou e como ela pode ser ajustada para diferentes públicos.

Essa provocação ganha força quando ela diferencia objetivos de metas. O objetivo é qualitativo, aponta a direção, enquanto a meta é quantitativa, mostra o quanto se quer avançar. Se a empresa quer fortalecer a comunicação da liderança, precisa definir claramente onde está e onde quer chegar. Sem esse rigor, o comunicador corre o risco de prometer o que não pode entregar.

Suzel também trouxe uma distinção essencial: eficiência, eficácia e efetividade. Uma campanha pode ser eficiente no processo e eficaz no resultado, mas só será efetiva quando unir as duas coisas. É nesse ponto que a comunicação deixa de ser execução e se torna estratégia — porque conecta esforço e impacto.

Ela reforçou ainda que pessoas bem informadas vendem mais. A comunicação interna, quando alinhada ao planejamento da empresa, influencia diretamente o desempenho comercial e a satisfação dos clientes. Não se trata de copiar modelos de grandes marcas, mas de construir uma estratégia que reflita a cultura e a realidade de cada organização.

Por fim, Suzel alertou para o risco da “pastelaria da comunicação”, quando o profissional se limita a atender pedidos táticos sem questionar o propósito. Nesse modelo, o comunicador vira apenas executor. Para crescer na carreira, é preciso mostrar como cada entrega contribui para resultados concretos — seja em vendas, reputação ou engajamento.

Mais do que números, métricas são bússolas. Elas apontam caminhos, corrigem rotas e mostram o valor da comunicação como motor de transformação dentro das empresas.

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